5.8.12

Laranja

Confesso que hoje eu podia falar de amor, mas vou falar é de tinta, hoje eu quero tinta preta, preta como a cor dos teus olhos que vejo até com os meus fechados. Quero tinta roxa como a cor dos teus desejos dos teus gritos e suspiros de outrora. Se hoje sobrevivo ,vivo pelo verde, verde dos sonhos que tive acordada esperando passar o vermelho... aquele vermelho sangue, que, bom... era mesmo sangue, sangue da minha dor, da mesma cor que a tua, a diferença é que a minha... é minha, eu sinto, a tua não, a tua eu mal imagino. O que posso fazer pra te ajudar é te ensinar o meu laranja... a cor dos MEUS desejos, a verdade que tenho.  A cor que tirei do vermelho. Quando eu tirei o laranja do vermelho sobrou aquele amarelo... sabe... cor feia, alegre demais, não sou tão assim... por isso preferi o laranja, feliz, mas assim como eu, não se ilude mais com qualquer dor e vai logo mudando, o laranja com a dor, fica mais escuro... um pouquinho mais turvo, mas não deixa de ser laranja... se de agora em diante for pra mudar, que não mude de dor... que mude com o branco de um sorriso. Por isso que prefiro falar de tinta que de amor... talvez eu não saiba amar, mas desde criança aprendi a pintar. Não quero um mundo colorido, quero um mundo nas cores certas.



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