21.6.12

Quando o acaso interfere entre eles…

Ele era feliz. Mas com o tempo percebeu que sorrir não era fácil, notou que algo entre ele havia mudado e que com isso a “felicidade” não era uma de suas escolhas. Assim permaneceu triste e sozinho por muito tempo. Ela era feliz. Mas o destino fez questão de sumir com sua alegria de uma hora para outra. Por conta disso, ela descobriu o outro lado da vida que era exatamente o contrário do que havia se acostumado. Sorrisos convertidos em lágrimas, companhias transformadas em solidão. Ela precisava de ajuda. Ele também. Ambos já não tinham esperanças de que coisas boas acontecessem, algo em comum que levou a se conhecerem. Perceberam que as coisas passaram a ser neutras, nenhum deles sabia mais o que era solidão. Aprenderam um com o outro que coisas ruins acontecem todos os dias, que ninguém pode fazer nada contra isso e que seus próprios conselhos nunca se aplicavam a si mesmo. E o mundo voltou ao normal. Pelo menos por enquanto. Nesse período coisas ditas e descobertas. Sendo que a questão principal era o que eles sentiam um pelo outro. Eles sabiam, mas por medo e insegurança, o silêncio falou mais alto. Ninguém entendia mais nada, nem falava nada. Então como consequência de nenhuma escolha tomada, ela foi embora. E junto com ela, parte dele. Ele estava morto por dentro, ou pelo menos desejava. Não havia mais “nós”, só havia o vazio de antes onde ele era feliz, ela era feliz. Ele sabia que era tristeza, ela também. Ele voltou a ser sozinho, ela voltou a chorar. E assim permanecerão.


2 comentários:

Ernesto Castanha disse...

Olá tudo de bom ...
Obrigada por seguir o meu blog .
Também estou a seguir o seu , como poderá ver .
Eu recomendei no +1
Parabéns o seu blog está magnifico .


Ernesto
ernestocastanha.blogspot.com
ernestocastanha.blgs.sapo.pt

Carol Bortolo disse...

obrigada :)

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