8.9.11

Mas e aí... o que me importa?


Fico sempre querendo te tornar a velha pessoa boa de antes. Mesmo sabendo o quanto essa pessoa atormentava a minha própria vida e me deixava ainda mais confusa. Mas aí eu me consolo sabendo que eu sempre fui tão confusa mesmo, e decido querer você chato e apaixonadamente apaixonado pelas pessoas erradas, nos momentos errados e chorando as tristezas ou as alegrias do passado, que você não consegue separar. Decido querer você misturando o passado, o futuro, olhando pra mim e sabendo o quanto sou seu presente. Mas eu decido gostar de você do jeito mais burro e teimoso: apaixonadamente apaixonada pelo cara mais complexo e exagerado que habita esse planeta de tanta gente. Só que eu decido gostar de você assim, porque eu sou exatamente assim exagerada, jogada aos seus pés. Ah tá bom, eu sou mesmo EXAGERADA. E depois de decidir desafiar todos os dragões, e masmorras, e serpentes, e todos os olhares de “você está fazendo a mesma burrada que cometeu sua vida toda”, e amar você pro mundo inteiro ver, saber e odiar profundamente meu espírito iludido e apaixonado, depois disso tudo, o verso da Marisa me explica porque eu só decido e nunca realizo: “O que me importa seu carinho agora, se é muito tarde pra amar você? O que me importa se você me adora? Se já não há razão pra lhe querer;  O que me importa sua voz chamando? Se pra você jamais eu fui alguém.” 
Trecho de Marisa Monte – O que me importa

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