4.3.11

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E tudo que resta é uma saudade de coisas que nem vivemos, como se tivéssemos, de fato, uma longa história para trás e agora não fosse mais possível. Não, não estou dizendo que não é mais possível. Como se. Embora as coisas estejam suspensas temporariamente. Um mero adiamento. Acredito nessas coisas de destino e acredito que as coisas todas têm um porquê. Existe um plano maior e é fé o que temos de ter. Mas não acredito tanto, a ponto de me deixar levar, sem resistência, porque acho que em algum momento a bola está em nossas mãos. Acredito sim, que há um momento em que o plano infalível do destino se mostra vulnerável e é aí que a gente interfere. É meio contraditório, eu sei, porque há momentos em que não adianta lutar contra. Acho que é assim o destino. Ele tem seu ritmo e segue seu fluxo, implacável, mas há momentos em que ele vacila, propositadamente, para que nós possamos tomar as rédeas da nossa vida. Temos é que estar atentos para reconhecer esses momentos e então agir; fazer valer as nossas escolhas, fazer a diferença.

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