8.2.11

Querida infância, dê um sinal de vida, obrigada.



Não sabes a falta que me faz a simplicidade. Acordar durante a semana e assistir desenho enquanto o almoço não fica pronto. Passar no parquinho depois da escola, montar uma loja com pertences da minha avó e brincar de vendedora. Ir à roça aos sábados e deixar o pé tocar a grama, brincar na lama, pescar com meus primos, subir no pé de goiaba, pegar lenha, correr atrás do gado...
Uma delícia. Uma saudade. Gostaria de citar muito mais coisas, mas o tempo não permite. Ser simples é ser criança. É uma pena que atualmente elas se interessem pelos celulares de seus pais, pelo brilho da tela do computador em vez de tudo aquilo que existia antes. Não que não exista mais, mas as pessoas enterraram o que realmente é bom, o que ensina a viver. Eu particularmente acho que não existe mais infância. Conheço meninas de dez anos que já beijam na boca, correm atrás de meninos, dançam como mulheres e o pior... se parecem com uma. É tudo tão precoce que chega a me dar medo. Analisando esse lado da coisa só posso chegar a uma conclusão: A geração está perdida e a tendência é piorar.

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