1.2.11

Bom é que o depois é sorrir



Era tanta felicidade para um dia só. Esperei tanto tempo por um abraço e tudo de uma hora para outra se encontrava perdido. Razões idiotas, palavras amargas e passos apressados, como se aquele corpo não quisesse que as ofensas o alcançasse. Mas o vento leva, e nos ouvidos dela chegou. Havia tanta pressão, tanta culpa, tanta mágoa dentro do peito. Desejava que fosse um pesadelo. Ficara ainda pior quando percebi que não reconhecia eu mesma. Nunca imaginei que seria capaz de fazer uma coisa dessas. Achava que meu coração era puro e meu pensamento era forte. Fugi desesperadamente de todos. Queria estar sozinha e assim fiquei. Sozinha até demais. Era como se estivesse me faltando um braço, ou metade do coração. Nunca me sentira tão incompleta. Rios de lágrimas passavam por meu rosto cretino. Depois de tudo o que acontecera me restava tentar recuperar as doce palavras que eu pensava ter. Se elas não existiam, teriam que existir. O sol nasceu outra vez, porque ela tem um coração de ouro. E sabe perdoar. Porque uma sem a outra não haveria sorrisos, eu não saberia mais o que é amar. Me sinto completa como nunca havia me sentido. O sol se escondeu um pouquinho e deu lugar as gotas d'água, porque luz demais faz secar. A chuva cai. "Eu confesso - aprendi a ser mais doce."

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