26.1.11

Paz


A menina dos cabelos ondulados, do corpo esguio e da mente cheia de imaginação. Sensível, ela preferia engolir uns sapos a ser sincera demais e magoar os outros. Ela tinha o poder de acreditar que poderia fazer o melhor para si mesma e para as pessoas ao seu redor. Afinal, seus sonhos a faziam alguém ainda melhor, mais do que a sua bondade natural. O mundo em ruínas, a violência, a maldade. Tudo isso a magoava, da forma mais profunda. Por querer tanto que tudo fosse diferente, a realidade acabava por magoá-la. E ela se sentia infeliz por isso. A doce menina vivia a acreditar que sua ideias poderiam mudar o mundo. Ah, se ao menos lhe dessem uma oportunidade! Ela poderia mostrar a verdadeira razão de estar aqui, o porquê da sua presença. Afinal, ela se chamava felicidade, mas também atendia por outro nome: paz.

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