28.1.11

Dói, outra vez.



Depressão, você de novo por aqui? Pensei que havia conseguido me livrar da sua presença. Mas me enganei. Cobri os meus temores com uma fina camada de alegria e ela não foi suficiente. Dessa vez eu caí como nunca caí antes. O pior é que eu não consigo me levantar, estou machucada demais, sem forças, nem ao mesmo o suficiente para sair do lugar. Meu maior medo é da rejeição. Por mais que eu queira correr e estar junto de ti, tenho que parar e lembrar de que nada é fácil assim. Porque eu pareço aquela mesma criança, mas estou mais doce e com certeza mais realista. Eu mudei, mas continuo a mesma que sempre amou você. A única vontade que consegue superar a dor é a vontade de sumir, de cometer loucuras ou qualquer outra coisa que me faça esquecer que eu realmente vivi os últimos dias. Dias que eu acreditava que eu seria feliz, e eu fui feliz até certo momento. Mas fui tomada de novo pela névoa de horrores que sempre temi e dessa vez está tudo pior. Abatida, coração fraco. Gostaria de ter o direito de ser feliz, ou eu não posso? Será mesmo que estou condenada a angústia? Veremos ao correr do tempo. 

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