13.11.10

O Mistério da Morte

Tava aqui pensando em como a vida é passageira! Uma hora estamos aqui, em outra talvez não estejamos mais. Isso me parece triste, e um tanto confuso. Mas fazer o quê, é a realidade, e não podemos transformá-la, pelo menos não ainda. Pior ainda é quando vemos alguém tão novo partir... tanta vida pela frente, tantos projetos, tantos planos! Difícil de aceitar, de se conformar, se é que alguém se conforma com a morte. Eu acho que não. A dor de perder alguém amado é enorme, e parece te consumir por dentro. Às vezes perdemos até a vontade de viver. Nos perguntamos:
- Viver pelo quê?
Eu também não sei. Gostaria de ter uma resposta pronta, aliás, gostaria de ter todas as respostas. Mas assim a vida perderia a graça! Mesmo que não pareça, o bom da vida é justamente essa incerteza, esse risco constante. Qualquer momento pode ser o último, e é por isso que nós, mortais, temos momentos inesquecíveis. Porque sabemos que um dia iremos partir.

Essa é nossa única certeza. E é o que une o universo. Os animais, as estrelas, as plantas. Tudo um dia acaba, tudo um dia morre. Não é um privilégio, nem um sacrifício humano. É algo necessário, que não podemos escolher. É da nossa natureza.
Mas saber disso não diminui a dor, eu sei. E também queria saber como curá-la. Mas não sei. Infelizmente, receitas prontas servem para bolo, para macarrão, mas não para a vida. As nossas respostas, temos nós mesmos que encontrá-las. Sozinhos, sim, mas não desamparados. E para isso, precisamos viver, por mais que doa, por mais que pareça impossível. Precisamos seguir em frente. Pelos que ainda restam, pelos que precisam de nós, de nossa presença, por tudo que ainda podemos realizar, por tantos que ainda podemos ajudar, por quem já se foi e acreditou em nós. Seguir. Há tanto ainda a alcançar, a descobrir, a trilhar. Mesmo que uns pereçam no caminho, mesmo que lágrimas irriguem o chão que pisamos. Continuar. Recomeçar.



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